
Fotografia: Michel Téo Sin
“O ato de ver e olhar não se limita a olhar para fora, não se limita a olhar o visível, mas também o invisível. De certa forma é o que chamamos de imaginação”
“O que vemos é constantemente modificado por nosso conhecimento, nossos anseios, nossos desejos, nossas emoções, pela cultura…”
Oliver Sacks, neurologista e escritor
.
“O que mais me agradava nos livros era o fato de que aquilo que eles nos davam não se achava apenas dentro deles, mas o que nós crianças, adicionávamos a eles. É o que fazia a história acontecer. Quando crianças, podíamos realmente ler entre as linhas e acrescentar toda a nossa imaginação, nossa imaginação realmente complementa as palavras”
“Quando comecei a assistir aos filmes, era assim que os via. Queria ler entre as linhas, e na época, isso era possível. (…) era possível ler entre as imagens. Atualmente, os filmes são totalmente fechados, enclausurados. Não há mais espaço para inserir o sonho. O que você vê é o que você recebe”
Wim Wenders, cineasta
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Os dois profissionais de diferentes áreas falam da mesma coisa: O olhar. Mais especificamente o olhar interior, na qual os olhos servem para atiçar nossa imaginação, ou buscar da memória uma experiência já vivida. E como cada pessoa tem uma experiência de vida singular, cada pessoa tem um olhar singular.
A fotografia deve fazer isso. Deve instigar nossa imaginação, trazer à tona sensações e sentimentos já vividos. O olhar interior nos possibilita a viajar no tempo. Uma foto pode alimentar um sonho que começa no momento em que a imagem é vista e só a imaginação sabe onde ela pode terminar.
(este texto é uma repostagem)