Archive for March, 2007

Sigma APO 200-500mm f/2.8


Foto: Divulgação/Sigma

Para quem achou a lente 1700mm f/4 da Carl Zeiss fora da realidade, eis aqui uma opção mais “acessível”. A Sigma anunciou a primeira teleobjetiva 200-500mm com abertura máxima constante de f/2.8. Se ainda assim a distância focal não lhe satisfaz, com um conversor 2X a lente se transforma em uma 400-1000mm, porém com abertura máxima de f/5.6.

Além da alça de transporte que pode ser visto na fotografia acima, outro ítem de conveniência é um visor LCD onde é mostrada as informações de distância focal utilizado e a distância do objeto focado.

Não foram informados o preço, peso e nem a previsão de lançamento da lente. Mas uma coisa é certa: Os paparazzi vão adorar esta lente.

Mais informações: Sigma Photo

Face 2 Face

O francês JR que já realizou o Projeto 28mm está realizando o Face 2 Face. O projeto consiste em fotografar palestinos e israelenses e colocar os retratos impressos em tamanho grande nas ruas da Palestina e Israel, assim como o 28mm. As fotos dos rostos das pessoas dos dois países lado a lado nos fazem refletir que são muito parecidos fisicamente, falam línguas parecidas e vivem na mesma região, porém estão em conflito.

Assista o vídeo acima e saiba mais.

O Belo


Fotografia: Michel Téo Sin

Geralmente fotografamos o que é belo. Muitas pessoas descobriram a beleza por meio de fotos. E também o padrão do que é belo é modificado pelas fotografias.

Com excessão da fotografia documental, é a beleza que incentiva as pessoas a fotografarem, seja elas amadoras ou profissionais. Através do olhar, pode-se descobrir beleza em algo “feio”, na qual a pessoa pensa: “Que bonito está esta coisa feia”

É comum as pessoas se depararem à uma cena bonita sem uma câmera fotográfica e lamentarem por não poder fotografar. Há assuntos que de tanto serem fotografados e expostos, são relacionados com fotografias quando observado com os próprios olhos, como pores-do-sol, flores e paisagens.

Esse comportamento pode ser confirmado quando uma pessoa vai ser fotografada, na qual sente-se incômoda com o receio de não passar uma boa aparência na fotografia, ou de ficar feia.

Não vemos apenas com os olhos


Fotografia: Michel Téo Sin

“O ato de ver e olhar não se limita a olhar para fora, não se limita a olhar o visível, mas também o invisível. De certa forma é o que chamamos de imaginação”

“O que vemos é constantemente modificado por nosso conhecimento, nossos anseios, nossos desejos, nossas emoções, pela cultura…”

Oliver Sacks, neurologista e escritor

.

“O que mais me agradava nos livros era o fato de que aquilo que eles nos davam não se achava apenas dentro deles, mas o que nós crianças, adicionávamos a eles. É o que fazia a história acontecer. Quando crianças, podíamos realmente ler entre as linhas e acrescentar toda a nossa imaginação, nossa imaginação realmente complementa as palavras”

“Quando comecei a assistir aos filmes, era assim que os via. Queria ler entre as linhas, e na época, isso era possível. (…) era possível ler entre as imagens. Atualmente, os filmes são totalmente fechados, enclausurados. Não há mais espaço para inserir o sonho. O que você vê é o que você recebe”

Wim Wenders, cineasta

.

Os dois profissionais de diferentes áreas falam da mesma coisa: O olhar. Mais especificamente o olhar interior, na qual os olhos servem para atiçar nossa imaginação, ou buscar da memória uma experiência já vivida. E como cada pessoa tem uma experiência de vida singular, cada pessoa tem um olhar singular.

A fotografia deve fazer isso. Deve instigar nossa imaginação, trazer à tona sensações e sentimentos já vividos. O olhar interior nos possibilita a viajar no tempo. Uma foto pode alimentar um sonho que começa no momento em que a imagem é vista e só a imaginação sabe onde ela pode terminar.