Archive for November, 2006

História da fotografia: A Câmara Escura


Fotografia: Michel Téo Sin

(se você está fazendo um trabalho escolar sobre a câmara escura, clique nos seguintes links e leia com atenção: Trabalho escolar e Analfabetismo funcional)

A câmara escura consiste em uma caixa preta ou escura com um pequeno orifício em um dos seus lados. No lado oposto é formada a imagem invertida da cena à frente da pequena abertura. Toda câmera fotográfica é baseada nesse sistema.

O primeiro registro deste fenômeno foi do filósofo chinês Mo-Ti em 500 a.C. Ele descreve a criação de uma imagem invertida formada por raios de luz que atravessam um orifício em um quarto escuro. Ele chama este quarto como “quarto do tesouro preso”

O princípio da câmara escura já era entendida na Grécia antiga pelo filósofo Aristóteles (384-322 a.C) que constatou o fenômeno observando as formas de um eclipse solar parcial projetadas no chão por causa de buracos nas folhas de uma árvore.
No século X Abu-Ali al Hasan (965-1034), astrônomo e óptico árabe, em obra que publica, descreve a idéia da formação de imagens, através da utilização dos primitivos conceitos de câmara escura:

“A imagem do sol durante um eclipse, antes de ser total, demonstra que, quando a luz da mesma passa através de um pequeno orifício circular e encontra uma superfície plana no lado oposto, a imagem aparece invertida.” “A imagem do sol mostra esta particulariedade somente quando o orifício é muito pequeno. Quando a abertura aumenta, a imagem muda…”

O primeiro registro detalhado sobre o processo de aparecimento de uma imagem invertida em uma câmara escura foi feito por Leonardo da Vinci (1452-1519). No mesmo período o também italiano Daniel Barbaro foi o primeiro a utilizar e recomendar a câmara escura para auxílio à pintura e perspectiva. Num dos seus estudos ele escreve:

“Feche todas as portas e janelas de maneira que não haja luz entrando na câmara, exceto pelo orifício. No lado oposto segure um pedaço de papel, mexendo-o para frente e para trás até que a cena apareça totalmente nítida. Assim é possível desenhar todos os detalhes, sombras, formas, movimentos, e perspectiva com mais precisão.”

As primeiras câmaras escuras eram enormes, do tamanho de um quarto. Inicialmente eram utilizadas para observação de eclipses, passou a auxiliar pintores e serviu até como um cinema rudimentar, onde dentro dela eram colocadas pessoas que assistiam a imagem projetada invertida da performance dos atores do lado de fora do ambiente.

Dois problemas encontrados inicialmente na câmara escura era a inversão da imagem, e o orifício pequeno. Quanto menor o orifício, mais nítida era a imagem, porém uma pouca quantidade de luz passava, sendo assim somente possível a utilização da câmara em ambientes bem iluminados. Aumentando o orifício a quantidade de luz que passava era maior, porém a imagem era projetada a um plano muito mais distante e não havia muita nitidez.

A solução disso foi a utilização de lentes nas aberturas. Os primeiros a utilizarem lentes nas câmaras foram os italianos Giovani Battista Della Porta, Daniel Barbaro e Gerolomo Cardano (1501- 1576). O problema da inversão da imagem foi resolvida aplicando espelhos.

Com o avanço dos estudos e tecnologias, as câmaras escuras foram se desenvolvendo, diminuindo o seu tamanho, utilizando sistemas de foco, lentes diversas para auxiliar o desenho e pintura de ambientes e pessoas.

Projeto 28mm

Assista o vídeo do projeto 28 milímetros dos franceses JR e Ladj Ly.

A fotografia é uma bela ferramenta para tentar melhorar a situação de pessoas que precisam de ajuda. Como foi escrito em um post anterior, a fotografia pode salva vidas. Bom seria se todas as pessoas tentassem ajudar as outras fazendo algo que gosta, como os franceses do 28mm

Megapixel Calculator

Megapixel Calculator. Digitando quantos pixels uma imagem digital tem de largura e altura neste site, ele calcula os megapixels, a proporção e valores aproximados de tamanho de arquivo, quantidade de fotografias que cartões de memória de diferentes capacidades suportam e outros dados.

Não é preciso mas é útil para servir de referência.

Máquina do tempo


Foto: Michel Téo Sin

“Fotos podem ser mais memoráveis do que imagens em movimento porque são uma nítida fatia do tempo, e não um fluxo. Cada foto é um movimento privilegiado, convertido em um objeto diminuto que as pessoas podem guardar e olhar outras vezes. A televisão (vídeo) é um fluxo de imagens pouco selecionadas, em que cada imagem cancela o precedente.” (Susan Sontag)

A câmera fotográfica é uma máquina do tempo. Fotografar é congelar um fragmento do tempo. Ver uma foto é viajar no tempo.